Robert de Niro, a lenda de Hollywood, esteve em Lisboa no passado fim de semana como parte do Tribeca Festival, um evento que cofundou com a produtora Jane Rosenthal. O evento, dedicado à discussão sobre cinema, contou com a participação de Bernardo Ferrão, diretor-adjunto da SIC, como moderador de um painel intitulado “Criar Histórias que Sobrevivem ao Teste do Tempo numa Sociedade que Está em Constante Mudança”. No entanto, a conversa não correu como o previsto, culminando num momento de tensão.
Durante o painel, Ferrão decidiu aproveitar a presença de De Niro para fazer perguntas relacionadas com as eleições nos Estados Unidos, tema que fugia ao propósito principal da conversa. Robert de Niro, que já havia expressado publicamente críticas a Donald Trump, mostrou-se claramente irritado com a tentativa de desviar o tema para a política. “Estou aqui para falar de cinema e não de política”, respondeu de forma direta, provocando fortes aplausos por parte do público presente.
A estrela de filmes icónicos como Taxi Driver e O Padrinho é conhecida por não se esquivar a debates políticos, mas deixou claro que o evento em Lisboa não era o momento para tal. A sua irritação com o jornalista foi visível, e o puxão de orelhas público tornou-se um dos momentos mais comentados do fim de semana. Muitos consideraram que o ator fez bem em focar-se no tema do evento e não em questões externas.
Este episódio demonstra que, mesmo figuras públicas com opiniões fortes como Robert de Niro, preferem manter o foco no propósito original dos eventos, evitando debates que fogem ao contexto, especialmente quando estão a discutir algo tão importante como o cinema e a criação de histórias que perduram no tempo.